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O desafio de ser um cidadão do mundo

Com a expansão das empresas brasileiras no exterior, o profissional precisa se qualificar para atender às exigências do mercado e adaptar-se às diferenças culturais

Gazeta Mercantil

 

02 de abril de 2008 - Com a gradativa expansão das empresas brasileiras para o mercado externo, um novo desafio tem se colocado diante daqueles que trabalham com gestão de pessoas: identificar e capacitar profissionais para atuarem em outros países, garantindo a formação de uma base sólida para a globalização dos seus negócios. As oportunidades internacionais são uma tendência, tanto para especialistas quanto para executivos.


Entre os especialistas, estas possibilidades se concentram em empresas multinacionais, instaladas no Brasil, ao oferecerem oportunidades de atuação por um tempo determinado, como uma etapa a mais para o seu desenvolvimento profissional. No caso dos executivos, em geral, trata-se de expatriação, ou seja, ela passa a gerir um novo negócio, fora do Brasil e por períodos longos, transferindo toda a sua vida pessoal e profissional para um outro país.


Se o processo de identificação e capacitação de pessoas com competências específicas para atuarem no mercado interno já é complexo, ao entrar em cena o componente de atuação global, esta complexidade se torna mais relevante: é encontrar a pessoa certa tanto tecnicamente, como aquela que irá representar os valores e princípios da Organização, muito longe de sua origem.

 
Para ocupar uma posição em alguma parte do mundo, é preciso muito mais do que conhecimento aprofundado do negócio e domínio de línguas. De um modo geral, é preciso ter sim aquelas competências globais, sem as quais um profissional não consegue ir muito longe hoje em dia - como capacidade de trabalhar em equipe, de liderar pessoas e de lidar com situações complexas.

 
Atuar no exterior pressupõe, portanto, habilidade de lidar com pessoas de diversas culturas, compreendendo e respeitando as diferenças, estabelecendo relações cooperativas e, mais que isso, ter a capacidade de encontrar a via correta para fazer com que toda a diversidade seja revertida em favor dos negócios.

 
Para um profissional brasileiro acostumado a uma gestão mais aberta, na qual ele pode dividir problemas com a equipe, buscar soluções em grupo e divergir eventualmente da posição dos seus superiores, atuar em países onde a hierarquia é um valor muito forte, por exemplo, pode representar um choque cultural.

 
O desafio de quem será responsável pela seleção e desenvolvimento desses profissionais neste cenário, passa a ser avaliar bem as pessoas quanto à sua flexibilidade para se adequar a novos ambientes, transitando em áreas com enorme diversidade e regras diferentes, mantendo o foco, além de preparo para saber ouvir e se fazer ouvir
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Em: 2/4/2008


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